Arquivado em: LCD Soundsystem
Álbum que mistura a marca-registrada de improvisações punk/funk/house de James com o tipo de melódicas ponderações que muitos não estarão esperando. De fato, a gentilmente psicodélica e angelicalmente cantada Never As Tired As When Im Waking Up (Nunca tão cansado como quando acordo) à parte de ser um título com que muitos de nós se identificam lembra surpreendentemente o White Album dos Beatles. Never As Tired é uma pequena canção de amor ou uma pequena canção de falta de amor, que pode surpreender alguns fãs dos lançamentos iniciais do LCD Soundsystem, mas nisso está a importância desse disco. LCD SOUNDSYSTEM é um álbum que transcende tendências e humores sem soar banal ou planejado.
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01. Get Innocuous! |
Arquivado em: IAMX
Electro-pop. IAMX é o nome do projeto solo de Chris Corner, o produtor e vocalista do Sneaker Pinks. Retrô e sexy, repleto de letras bastante eróticas, suas músicas tratam de assuntos desde morte, obscessão à bissexualismo e alienação à política.
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01. President |
Arquivado em: Cansei de Ser Sexy
A editora é a mesma que lançou “Bleach” e consequentemente os Nirvana, nos finais dos anos 80. O nome da banda surgiu através de uma célebre frase de Beyoncé Knowles. E nunca o nome de uma banda refletiu tão mal a sua própria música. De fato, os Cansei de Ser Sexy (CSS) são muito sexys para possuírem tal nome. Os teclados que nos ligam imediatamente ao anos 80 e a voz de uma vocalista, que é inquestionavelmente a razão pela qual esta música é deliciosamente sexy, refletem “CSS” como uma das coisas mais refrescantes do ano no universo musical. “Let’s Make Love and Listen to Death From Above” é uma referência óbvia aos recentemente extintos Death From Above, a banda constituido apenas por um baterista/vocalista e um baixista. “Meeting Paris Hilton” é de audição obrigatória tal a forma como os CSS maltratam a menina favorita dos paparazzi. Muito provavelmente, se não fosse devido ao nome da banda nunca teria pegado na sensualidade da mesma para a crítica, mas que ela está lá é inegável!
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01. Fuckoff is not the only thing you have to show |
Arquivado em: The Knife
Dois anos após o lançamento de seu último trabalho, Deep Cuts, o The Knife, formado pelo casal de irmãos Olof Dreijer e Karin Dreijer Andersson, lança Silent Shout, a obra mais interessante da leva escandinava que tomou de assalto as paradas de todo o mundo nos últimos tempos.
O álbum começa com três deliciosas pancadas de baixa freqüência. Junto com a linha de baixo minimalista sobe aos poucos um arpejo (aqueles synths característicos do trance) caloroso que faz a música transbordar de melodia. Em seguida vêm as vozes de Karin, e aí o The Knife está com todos os protagonistas no palco esfumaçado e fantasmagórico de seu melhor álbum.
Silent Shout é cênico do começo ao fim, e seus ares teatrais não ficam apenas nas máscaras deformadas que a dupla usa ou nos shows super produzidos. Melodias que lembram algum ato circense dividem espaço com a voz da cantora, travestida ao longo das 11 faixas das mais diversas formas pelos filtros de Olof. Apesar da impressão de que em certos momentos há vocais masculinos, é sempre a pálida sueca por trás das letras belas e surreais.
Em “One Hit”, por exemplo, é quase impossível não imaginar um palco de teatro com fumaça e espelhos, de onde sai um monstro bonachão cantando com voz grossa e arrastada um blues macabro. “We Share our Mother´s Health”, o primeiro single lançado, começa falsamente IDM, mas logo ganha ares de hit com um baixo suculento, bateria que te obriga a arrancar o pé do chão, e duos vocais entre Karin e seus alter-egos vocálicos. O dinamarquês Anders Trentemoller foi um dos escalados para remixar a faixa, que nas mãos do cara virou um electro-house acelerado derretedor de pistas. “Like a Pen” também engana ao começar contida e tímida, só para explodir depois no refrão acalorado da cantora.
É tanta música boa que quando alguma track fica por minutos a fio preenchida apenas por synths flutuantes e esfumaçados, não é problema nenhum. Às vezes dá até pra lembrar de alguma faixa krautrock setentista onde a melodia é deixada de lado só pelo prazer de manipular freqüências sonoras e desafiar o termo “vendável”.
O álbum termina épico com “Still Light”. Uma nota contínua do sintetizador entra na música e só muda quando Olof coloca o pitch da nota pra baixo e pra cima. Além disso, no arranjo mais simples de todo o álbum, a voz de Karin entra mais uma vez irreconhecível, com ares de declamação.
Se algo mais legal foi lançado em 2006, provavelmente eu deixei de escutar. Não apenas pela sonoridade afiada e por reinventar essa mistura entre música e teatro, mas também por ser simplesmente delicioso de ouvir, Silent Shout é genial. É de fazer cruzar os dedos e desejar com força que os suecos se apresentem por aqui com toda fumaça e ilusão presente no álbum.
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01. Silent Shout |
Arquivado em: The Knife
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01. Heartbeats |